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Zeros e Uns: uma boa indicação só para os inimigos


Ethan Hawke em Zeros e Uns: papel duplo


Embora eu nunca tenha gostado muito de um filme do diretor americano Abel Ferrara, sempre dou mais uma chance ao realizador de Vício Frenético (1992) e Pasolini (2014). Vi Zeros e Uns porque levou o prêmio de melhor direção no Festival de Locarno. E me dei mal, de novo. A quem interessar, o filme está disponível para alugar em plataformas como AppleTV, Looke e NOW.


Ethan Hawke dá um depoimento na abertura, diz admirar a obra de Ferrara e que interpreta dois papéis no novo filme. Ele é um soldado americano em missão secreta na Itália e também seu gêmeo, que foi feito prisioneiro por gângsteres.


O militar perambula por uma Roma deserta, durante a quarentena do coronavírus. Ferrara usa luz natural, ou seja, tudo é escuro. Para piorar, insere imagens desfocadas e flerta com a videoarte. É um diretor que, aos 70 anos, brinca com o experimentalismo como se fosse um Godard.


O roteiro caminha sem rumo, com frases de efeito e cenas de explosão (do Vaticano, por exemplo) que são tão fakes que beiram o constrangedor. Não entendo o endeusamento de parte da crítica por Ferrara. É um cineasta que não sabe contar uma história e dirige como se fosse um amador. Tem quem goste, mas me exclua fora dessa.



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