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We Are Who We Are: a hora da geração de gênero fluido


Os jovens da série We Are Who We Are: sexo e baladas numa base militar americana na Itália


Eu vi We Are Who We Are pouco mais de um ano atrás, quando estreou na HBO. Fico feliz que a série tenha entrado na HBO Max porque ela é necessária.


Quem dirige é o italiano Luca Guadagnino, que ganhou maior notoriedade pelo sucesso do filme Me Chame pelo Seu Nome. Ele é um realizador que não quer agradar a todas as plateias, tem seu ritmo (lento) próprio e desenvolve, vagarosamente, seus personagens. Os conflitos aqui são muitos e têm densidade, além de serem atuais.


Guadagnino é um realizador autoral que nem se importa de os dois primeiros episódios não serem bons cartões de visita. O primeiro apresenta os protagonistas pelo ponto de vista de Fraser (Jack Dylan Grazer). O segundo conta praticamente a mesma história, só que pela ótica de Caitlin (Jordan Kristine Seamón). Mas quem são eles?


De unhas pintadas, cabelos descoloridos e roupas estilosas, Fraser sai de Nova York e vai morar com a mãe, a comandante Sara Wilson (Chloë Sevigny), numa base militar americana na região do Vêneto, na Itália. A esposa de Sara (papel de Alice Braga) também a acompanha.


Fraser nunca beijou, não sabe se gosta de meninos ou meninas, não é bem recebido pela turma de jovens, mas é notado apenas por Caitlin, que encontra nele as mesmas inseguranças e insatisfações. Ela é a caçula da família vizinha, com uma mãe que nasceu na África e um pai militar que não engole a relação lésbica de sua chefe.


A época é a disputa pela Presidência dos Estados Unidos entre Donald Trump e Hillary Clinton, ainda sob o governo do democrata Barack Obama. We Are Who We Are decola a partir do terceiro capítulo e tem grandes momentos.


Há vários temas abordados: os conturbados relacionamentos, sejam entre héteros, sejam homoafetivos, a descoberta da sexualidade, o fundamentalismo islâmico e, sobretudo, os desejos e as frustrações dos adolescentes de gênero fluido.


Jack Dylan Grazer, o garoto de Shazam!, já declarou ser bissexual e traduz muito bem a impaciência de seu personagem. Embora tenha um desfecho, mas deixe pontas abertas, a série mereceria uma segunda temporada. Mas a HBO anunciou que não haverá. Uma pena!





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