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O Último Duelo: caso real de estupro na Idade Média


Adam Driver e Matt Damon: de amigos a inimigos


Ridley Scott tem 84 anos e fôlego de sete gatos. Para você ter uma ideia, o diretor realizou e lançou, em 2021, dois filmes: Casa Gucci e O Último Duelo, que estreou com exclusividade no Star+.


A fórmula de contar a mesma história sob dois ou mais pontos de vistas não é nova. Vem desde Rashomon (1950) até a dobradinha brasileira O Menino que Matou Meus Pais/A Menina que Matou os Pais. Mas há um atrativo no roteiro: contextualizar o estupro na Idade Média, época em que as esposas eram propriedades dos maridos. E isso faz diferença e deixa o espectador grudado nas duas horas e meia de duração.


Na França do século 14, Jean de Carrouges (Matt Damon) e Jacques Le Gris (Adam Driver) são escudeiros e amigos inseparáveis. Mas a relação deles azeda quando Le Gris herda as terras de Jean, que eram dele por ter casado com Marguerite (Jodie Comer). Um estupro é o estopim para a inimizade chegar ao Rei Charles VI.


Pelo que andei lendo, o filme é bastante fiel ao caso real. A novidade, portanto, vem do roteiro, dividido em três óticas distintas. Há uma ou outra cena repetida, mas nada que seja enfadonho. Embora o início, para apresentar os personagens, seja arrastado, a trama toma um prumo a partir do momento em que os amigos se tornam inimigos. Aí é um pega para capar, que Ridley Scott comanda maravilhosamente bem.


Ainda mais por ter sido filmado durante a pandemia, O Último Duelo tem um requinte raro de produção de época. Os atores cumprem apenas a tabela e não comprometem, já que figurinos, locações externas e direção de arte são impecáveis e capaz de absorver as atenções.





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