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Na Ventania: cinco estrelas para a obra-prima da Estônia


Na Ventania: personagens estáticos e voz em off


Eu vi Na Ventania em 2016 e fiquei muito, muito impressionado com a realização do primeiro filme do diretor estoniano Martti Helde. O longa-metragem chegou à MUBI com o título em inglês, In the Crosswind – e tem também para assinantes do Looke ou para alugar na AppleTV.


A história começa em 1941, quando o ditador russo Josef Stalin fez uma “faxina” étnica na União Soviética e deportou mais de 40 000 pessoas da Estônia, Lituânia e Letônia para a Sibéria. Erna, uma personagem real, escreve cartas para seu marido – e é a voz dela que a gente escuta em off.


O drama fica concentrado na separação do casal e no sofrimento da mulher, que é levada para um campo de trabalhos forçados junto da filha.


Até aí, o roteiro não foge do convencional, pois o diferencial está na concepção visual, numa belíssima fotografia em preto e branco. Não há diálogos e os atores ficam estáticos enquanto a câmera passeia entre eles em planos-sequência incríveis. Com certeza, você nunca viu algo igual.


Além da fabulosa estética, o filme revela como teria sido o Holocausto soviético. Um conteúdo oportuno numa obra-prima cinematográfica.





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