Tu Me Manques: eficiente exercício contra a homofobia


O elenco de Tu Me Manques: não é teatro filmado


Tu Me Manques é um raro filme da Bolívia a chegar nas plataformas de streaming. Foi o representante de seu país no Oscar 2020 e está na HBO. Eu vi pelo NOW/HBO.


Trata-se da adaptação de um peça homônima que fez grande sucesso na Bolívia. Rodrigo Bellott levou o texto ao teatro e é também o diretor do filme. Mas não se trata de "teatro filmado". Muito pelo contrário. O realizador consegue dar um ótimo toque cinematográfico em três narrativas que embaralham passado e presente.


O sempre competente Oscar Martínez (de O Cidadão Ilustre, Tic Toc e Viver Duas Vezes) interpreta Jorge, o pai homofóbico que descobre, após o suicídio do filho, que Gabriel tinha um namorado, também nascido na Bolívia, em Nova York. E Sebastian (Fernando Barbosa) não sabia que seu amado tinha tirado a própria vida.


Numa chamada de vídeo, os dois entram em sérios atritos com acusações de ambos os lados. Para saber mais a respeito da vida de seu filho nos Estados Unidos, Jorge desembarca em Nova York.


O filme, então, é dividido em três segmentos. Há os embates entre Jorge e Sebastian no presente, o romance dos homossexuais no passado e também a peça que Sebastian encena sobre a relação de amor.


Muito dinâmico, envolvente e pregando um eficiente discurso contra a homofobia e pelo respeito à orientação sexual, Tu Me Manques cresce ainda mais quando Martínez e Rossy de Palma (uma das musas de Almodóvar) estão em cena. O mesmo não dá para dizer do fraco Fernando Barbosa. Uma das ideias mais instigantes, contudo, está na escolha para o intérprete de Gabriel. Repare bem: são três atores que o representam, o que dá à trama um fascinante jogo de cena.



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