Biografia de Bessie Smith tem brilho na atuação das atrizes


Ma Rainey e Bessie Smith: parceiras no blues (foto: divulgação)


Muita gente reclamou de A Voz Suprema do Blues, que concorreu a cinco prêmios no Oscar 2021, dizendo ser chato, entediante, aborrecido, lento... Concordo que não é um filme dinâmico, mas sua origem é uma peça teatral, daí a trama ser toda ambientada num estúdio da gravação de um disco da cantora Ma Rainey. Dei essa volta para falar de Bessie, biografia da também cantora Bessie Smith, que está na HBO Max ou também pode ser vista pelo NOW/HBO.


São filmes muito diferentes e tratam basicamente do mesmo assunto: divas do blues dos anos 20 e 30. Bessie, porém, pega uma linha bem mais convencional e, por isso, tende a agradar mais. O filme é de 2015, mas só vi agora - e me surpreendi com a relação de Bessie com Ma Rainey, que eu desconhecia.


Interpretada com garra por Queen Latifah, Bessie trabalha como corista quando agarra a chance de virar cantora na trupe de Ma Rainey (Mo'Nique), em 1913. A voz da nova estrela chega a empolgar as plateias e não demora muito para Bessie brilhar por conta própria.


O roteiro segue a ascensão e também a queda da biografada, que coincide também com a crise econômica americana do fim da década de 20.


A produção de época é decente e, por se tratar de um telefilme (da HBO), até que há algumas ousadias, como abordar às claras a homossexualidade de Ma Rainey e a bissexualidade de Bessie.


Mas credito a grandeza do filme à atuação da dupla. Não há como ficar indiferente às cenas musicais e com o reencontro das personagens, anos após uma briga que as distanciou.



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