The Rider: o belo realismo da diretora Chloé Zhao



Brady Jandreau: o caubói que sofreu um acidente (foto: divulgação)


Em fevereiro de 2019, quando assisti a The Rider - Domando o Destino, que acabou de entrar na Netflix, sabia que o filme havia sido premiado no festival de Cannes, além de laureado por associações de críticos nos Estados Unidos. E fiquei encantado com o segundo longa-metragem de Chloé Zhao que, neste ano, levou quatro prêmios no Oscar pelo maravilhoso Nomadland.


Sou fã do trabalho da realizadora. Chloé, chinesa radicada nos Estados Unidos, trabalha com não atores, o que confere naturalidade e legitimidade encontradas, por exemplo, em alguns filmes do cinema iraniano.


The Rider é, talvez, o exemplo mais bem-sucedido, já que seu protagonista é, na verdade, um caubói. Chloé encontrou Brady Jandreau nas filmagens de Songs My Brothers Taught Me, seu primeiro longa, que está na MUBI. Ele a ensinou a montar cavalo em seu rancho e ela quis usá-lo como um dos personagens. Só que não foi possível.


Em seguida, Jandreau sofreu um acidente e passou por um longo processo de recuperação - foi o ponto de partida para Chloé escrever o roteiro e dar ao amigo o papel principal em The Rider.


Acredite! O rapaz se dá muito bem em frente às câmeras. Tem carisma, é fotogênico e sua atuação se vale da própria experiência de vida. O drama do filme, aparentemente fictício, é o mesmo que Jandreau passou. Mostra a recuperação de um peão de rodeio após sofrer um acidente. Suas atitudes, indagações, dilemas e perspectivas vão surgindo num registro de verdades transparentes.



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