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The Humans: a tradução de uma família em ruínas?


A família de The Humans (foto: divulgação MUBI)


Nos primeiros minutos de The Humans, disponível na MUBI, eu notei que se tratava de uma peça de teatro adaptada para o cinema. Estão em cena apenas seis personagens e uma única locação.


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Stephen Karam adaptou seu texto para as telas e estreia como diretor de cinema. Tudo se passa no Dia de Ação de Graças. Brigid (Beanie Feldstein) e o namorado (Steven Yeun) mudaram para um apartamento de dois andares, na Chinatown de Nova York. Eles, então, recebem a visita do pai (Richard Jenkins), da mãe (Jayne Houdyshell), da irmã (Amy Schumer) e da avó (June Squibb), que tem lapsos de memória por causa do Alzheimer.


Os diálogo são amenos, espontâneos e um grande conflito só vai despontar nos minutos finais. Acho pouco profundo se compararmos, por exemplo, com os dramas familiares de Tennessee Williams. Ou é exagero da minha parte?


O elenco está impecável, com destaque para a mãe amargurada de Jayne Houdyshell, uma atriz de teatro. É bom também ver Amy e Beanie, mais acostumadas às comédias, em papéis dramáticos.


O que mais me chamou a atenção, porém, é que Stephen Karam, neste caso, é melhor cineasta do que dramaturgo. Seu talento atrás das câmeras precisa ser acompanhado de perto. Ele capta vários detalhes de um apartamento praticamente decrépito: encanamentos enferrujados, a tampa da privada quebrada, as janelas embaçadas pela sujeira. Sua intenção era que o imóvel arruinado traduzisse a ruína de uma família. Em parte, atingiu o alvo com sucesso.





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