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Flee: o pioneirismo que entrou para a história do Oscar


O protagonista Amin: trajetória de sofrimentos


Flee - Nenhum Lugar para Chamar de Lar conquistou algo inédito na história do Oscar. Neste ano, a produção dinamarquesa concorreu a melhor filme internacional, melhor animação e melhor documentário. É ótimo em todos os quesitos, mas saiu da mãos vazias. Flee está disponível para aluguel na ClaroTV+, Amazon Prime Video, entre outras plataformas.


Como técnica de animação, tem uma bela simplicidade. São traços à moda antiga, com alguns que são rabiscos expressionistas. Enquanto documentário, é muito potente porque toca no drama de um refugiado afegão, desde a infância até a maturidade.


E por que perdeu o Oscar de melhor filme internacional? Porque a badalação em torno de Drive My Car foi maior. Eu gosto mais de Flee, não só pelo pioneirismo, mas enquanto realização (as três horas de Drive My Car me incomodam muito).


Amin tem o pai levado pelos rebeldes mujahidins durante a guerra civil, no Afeganistão da década de 80. Ele, sua mãe, irmão e irmãs fogem, então, para a Rússia, por onde vão passar por humilhações e perseguições.


Outro diferencial de Flee é ter um protagonista LGBT. Amin, desde criança, já sentia atração por homens num país extremamente repressor. E o desfecho dessa linda história, já nas liberais terras dinamarquesas, é um grande alívio para uma trajetória de sofrimentos.



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