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The Dropout: a ótima ideia que virou uma grande tragédia


Amanda Seyfried em The Dropout: perfeita como Elizabeth Holmes (foto: divulgação)


Eu já tinha visto o ótimo documentário A Inventora, que está na HBO Max, e conhecia a história de Elizabeth Holmes. The Dropout, a minissérie ficcional, disponível no Star+, é ainda melhor por ser mais longa e muito bem explicada. Por isso, é um programa imperdível para conhecer a fundo a vida da empresária de uma startup que meteu os pés pelas mãos numa empreitada incerta.


O sonho de criança de Elizabeth não era ser artista ou mãe - era ser bilionária. Na parede de seu quarto não tinha pôster de cantor pop e, sim, de Steve Jobs, seu ídolo. Inteligente, autoconfiante a ambiciosa, Elizabeth largou a Universidade Stanford, onde cursava engenharia biomédica, para abrir sua empresa de tecnologia em Palo Alto, na Califórnia. Torrou os 6 milhões de dólares reservados para seus estudos porque teve uma ideia (muito!) genial: criar um aparelho que, com uma gota de sangue, fosse capaz de realizar duzentos testes clínicos, em poucos minutos.


Não quero dar spoilers e vou parar por aqui porque trajetória dela é longa. Passa rapidamente pela infância e toma impulso no início dos anos 2000. Em Em 2003, aos 19 anos de idade, ela fundou a Theranos (mistura de terapia e diagnóstico). Ao mesmo tempo, teve uma relação complexa, de sexo e trabalho, com o paquistanês Sunny Balwani (Naveen Andrews), que tinha idade para ser seu pai.


São oito episódios hipnotizantes. Quanto mais desastres ocorrem nos bastidores da Theranos, mais inconformado eu fiquei com a "cegueira" dos acionistas e com a incompetência da protagonista. Até dá para torcer por ela nos primeiros capítulos. Mas sua arrogância e as mentiras atropelam a ética e não tem como ficar indiferente.


Como The Dropout é de 2022, o desfecho da minissérie, baseada num podcast, está bem atualizado em relação ao destino de Elizabeth. E vamos falar dos intérpretes? Naveen Andrews dá um show como o amante, mas Amanda Seyfried, uma atriz com extensa carreira, mas que nunca me pareceu marcante, está fascinante. A Elizabeth da vida real também mudava o tom de voz para falar com gente graúda e para dar entrevistas, algo que se nota no registro real e que Amanda faz com brilhantismo gigante.





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