Confie em Mim: como pode ser chocha e envolvente?


A mãe de Igor a Adam: ele é responsável pela morte do amigo? (foto: divulgação Netflix)


O escritor americano Harlan Coben é o novo queridinho da Netflix. Seus livros já tiveram adaptações inglesas (Não Fale com Estranhos e Fique Comigo), espanhola (O Inocente) e francesa (Desaparecido para Sempre). Depois de Silêncio na Floresta (2020), a Polônia conquistou os direitos de fazer a versão de Confie em Mim. Me envolvi bastante, mas as resoluções me frustraram.


Tudo começa com a morte de Igor, um jovem que teve uma overdose de medicamentos controlados e álcool. A mãe dele culpa seus três colegas, sobretudo Adam (Krzysztof Oleksyn), que era o melhor amigo de seu filho.


No segundo episódio, o desaparecimento de Adam vai unir ainda mais três famílias amigas, que moram num bairro rico de Varsóvia: os pais de Adam, os pais da namorada dele e a mãe do falecido. Ao mesmo tempo, um casal está sequestrando mulheres na cidade. Ambas as tramas têm algo em comum?


Seis capítulos me fizeram ficar com a pulga atrás da orelha. Coben sabe equilibrar dramas pessoais com mistério e investigação policial. Achei, contudo, que há muitos personagens e subtramas, algumas, inclusive, mal resolvidas. Pistas falsas deixam a história instigante.


O que me decepcionou? A partir do capítulo 5, a gente já sabe quem está por trás de tudo - e a conclusão/prisão é muito morna e chocha para tanto suspense e muitos conflitos. Há, ainda, mais um desfecho pouco convincente e, para fechar, uma "pegadinha" de moral duvidosa.



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