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Red: a bem-vinda evolução e diversidade na animação


Meilin: dividida entre as amigas e a família


Eu acho incrível a capacidade da Pixar em inovar. Se não fosse pelo estúdio que criou Toy Story, lá em 1995, é quase provável que os desenhos animados ainda estivem na era do príncipe encantado e do "felizes para sempre". Depois de Soul, com um protagonista negro, e Luca, ambientado na Itália, a Pixar marca outro golaço com Red - Crescer É uma Fera, disponível com exclusividade no Disney+.


Red se passa em Toronto, no Canadá, e Meilin, de 13 anos, é a personagem principal. A garota se divide entre as três amigas, que são fãs de uma boy band (e ela também), e as tradições de sua família chinesa. Certo dia, Meilin, ao menstruar pela primeira vez, vira um panda-vermelho. Só que o animal só aparece quando a menina fica com raiva ou é contrariada, sentimentos da adolescência. Ela precisa controlar a fera dentro de si enquanto sua família a prepara para um ritual. Se tudo der certo, Meilin se verá livre do bicho para sempre.


Quando você podia imaginar que uma animação, distribuída pela Disney, iria tocar em temas como as crises da adolescência, menstruação e rupturas familiares? E Red vai além. Não é fácil para uma adolescente de origem oriental desrespeitar os pais por querer seguir seu caminho com as próprias pernas. O desenho animado aposta nessa evolução natural das coisas e, como sempre nas histórias de Pixar, a união de humor e drama é impecável.


Detalhe: eu preferi ver a versão dublada, que está ótima e tem como destaque o veterano ator Ary Fontoura emprestando sua voz inconfundível para o personagem do mestre chinês.





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