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Pinóquio: será que o visual deslumbrante salva?


O boneco e Tom Hanks: sem magia


A minha expectativa era grande. O diretor Robert Zemeckis (da trilogia De Volta para o Futuro) e o astro Tom Hanks (que, juntos, fizeram Náufrago) numa versão com atores de Pinóquio - vale lembrar que, em 2019, teve a adaptação italiana com Roberto Benigni no papel de Geppetto. Mas o novo filme, disponível no Disney+, me frustrou.


O roteiro tenta seguir a narrativa do livro escrito por Carlo Collodi, em 1881. Tem algo de sombrio, mas, para agradar à criançada, há momentos fofos. O mix provoca um estranho atrito na história que, aparentemente, pretende ser fiel ao original. Criado pelo inventor Geppetto (Tom Hanks), o boneco de madeira ganha vida e, como quer ser um menino de verdade, parte para a escola. Mas Pinóquio é rejeitado pelo professor e faz amizade com uma raposa e um gato malandros, que o leva para ser atração de um circo.


A trajetória de Pinóquio será de perigos e surpresas e, ao desfecho, ele terá uma lição de vida. Figurinos e direção de arte são fabulosos (pegam indicação ao Oscar?) e uma sequência me deixou empolgadíssimo: Pinóquio observando a maldade de crianças na Ilha dos Prazeres, certamente o melhor (e mais revelador) momento do filme.


Talvez minha maior frustração tenha sido com a cena da baleia, que é o ápice do desenho animado. O animal é um monstro marinho, os efeitos visuais são medíocres e não há tensão nem emoção. Também não me agradou a técnica de animação do boneco - o italiano é infinitamente superior e, quem quiser comparar, tem para alugar na AppleTV+ e NOW (ClaroTV+) .


Pinóquio não acaba aqui. O diretor mexicano Guillermo del Toro (do premiado A Forma da Água) fez uma nova animação, que estreia dia 9 de dezembro na Netflix.





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