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Athena: guerra civil na França de tirar o fôlego


Os rebeldes: preparados para enfrentar a polícia


Romain Gavras é filho do grande cineasta Costa-Gavras (de Z e Estado de Sítio) e já dirigiu alguns longas-metragens. Nada muito especial, pelo que eu me lembre. Mas eis que Athena, na Netflix, comprova o ditado: "filho de peixe, peixinho é".


A filmografia de Costa-Gavras sempre foi marcada por registros políticos e reflexões sociais. Romain vai atrás de algo também contemporâneo: a turbulenta explosão que ocorre na periferia de Paris, após a morte de um garoto de origem árabe.


Repare como o cineasta filma com se fosse um documentário, com a câmera na mão e planos-sequência (feitos numa tomada só) de tirar o fôlego. O roteiro segue o tempo real. Dura uma hora e meia a guerra civil que se estabelece e coloca três homens em atritos. Eles são irmãos da vítima e estão em lados opostos do conflito: um é militar (colado nos pacifistas religiosos muçulmanos), o outro lidera um grupo de rebeldes violentos e o terceiro chefia o tráfico no conjunto habitacional Athena (nome fictício).


Nem senti o tempo passar. Tudo é muito dinâmico e muito bem orquestrado. O desfecho é arrasador e o realizador/roteirista não toma partido. Só quer mostrar a realidade como ela é (ou como ela seria). E vale dar os parabéns para a Netflix: o filme, que foi exibido em setembro no Festival de Veneza, já está disponível na plataforma, assim como Blonde.
















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