Pequena Mamãe: que bela surpresa ao desfecho!


As meninas interpretadas pelas gêmeas: talento


A francesa Céline Sciamma já havia dirigido Tomboy (2011) e Garotas (2014) antes de se consagrar com Retrato de uma Jovem em Chamas (2019), que eu gosto, mas acho superestimado. Seu novo filme, Pequena Mamãe, disponível no Amazon Prime Video, também ganhou fartos elogios e concorreu ao Bafta, o Oscar inglês. Gostei, porém acho supervalorizado.


A surpresa da trama (que eu jamais revelaria) está no desfecho e me arrebatou. Para gostar do filme, só digo para prestar atenção no título (pequena mamãe) e em como as duas meninas são muito parecidas. Aliás, elas são interpretadas pelas talentosas gêmeas Joséphine e Gabrielle Sanz. A partir daí, tente desvendar o mistério.


A história começa com a morte de uma senhora num asilo. A filha dela, o genro e a neta, Nelly, rumam para a casa da idosa para se desfazer de algumas coisas. Enquanto os adultos têm uma missão, a garota se embrenha numa floresta, onde conhece Marion, também uma menina de 8 anos. Elas viram amigas inseparáveis por alguns dias.


Céline Sciamma é econômica em tudo: na duração (70 minutos), nas emoções, nos diálogos do roteiro, no elenco de quatro personagens. Mas há uma boa criatividade em sua realização, sobretudo por surpreender com um reencontro jamais imaginado.


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