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Paloma: a agressividade de um Brasil intolerante


Paloma e a filha: no sertão de Pernambuco


Paloma era um dos seis filmes que estavam na competição para representar o Brasil no Oscar 2023. Perdeu para Marte Um. O drama, disponível no Globoplay, é inspirado em caso real e traz, em sua narrativa, a delicadeza, uma das qualidades do cinema de Marcelo Gomes, diretor de de Cinema, Aspirinas e Urubus.


Paloma (Kika Sena) é uma mulher trans que mora no sertão de Pernambuco. Ela trabalha colhendo mamões, faz bico como cabeleireira, é mãe de uma garota e amigada com Zé. Eles vivem em harmonia e Paloma é respeitada na cidadezinha. Até o dia em que decide realizar um desejo: casar na igreja.


A naturalidade das atuações é um dos pontos positivos, assim como o registro realista do cotidiano de Paloma, que sofre preconceitos, mas não baixa a cabeça. Essa personagem provocativa, que representa a resistência de um Brasil intolerante, é o espelho de uma sociedade que pode até respeitar o "diferente", desde que ele viva nas sombras. Triste!






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