O comovente reencontro de Trintignant e Anouk Aimée


Foto: divulgação


Os Melhores Anos de uma Vida, disponível nas plataformas de aluguel, é a sequência de Um Homem, Uma Mulher - 20 Anos Depois (1986), que já era uma continuação de Um Homem, uma Mulher (1966), um dos grandes sucessos da carreira do diretor Claude Lelouch.


Não é preciso ter visto os anteriores para entender, embarcar ou gostar no novo trabalho de Lelouch, que está com 83 anos e marca aqui seu reencontro com o divo Jean-Louis Trintignant e a diva Anouk Aimée.


É uma história saudosista, nostálgica, de amores maduros e situações tristemente realistas da velhice. O ex-piloto Jean-Louis está numa clínica de idosos e, com falhas de memória, lembra vagamente de Anne, a grande paixão de sua vida. O filho dele decide, então, ir atrás de Anne para que ela possa ajudá-lo no resgate das lembranças.


Jean-Louis não a reconhece, mas, aos poucos, se deixa levar pela beleza, carisma e palavras gentis da "nova amiga".


Lelouch, felizmente, esquece o equivocado filme de 1986 e só traz imagens do original da década de 60 para entremear com as cenas do presente. Mas foi a inserção de C'etait un Rendez-Vous, curta-metragem do diretor de 1976, que me chamou atenção. É um plano-sequência, com a câmera dentro de um carro em alta velocidade, que roda por uma Paris quase deserta. O passeio ao nascer do dia combina muito com a história do longo amor de Jean-Louis e Anne. É lindo de ver e viver!



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