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O Golpista do Tinder: por que desconfiei dessa história real


Simon Leviev: o golpista no luxo (foto: reprodução)


Eu sou "rato" de documentários. Vejo muitos, adoro o gênero, principalmente os que abordam crimes, e até já até fiz uma lista de minisséries sobre o tema.


Quando vi O Golpista do Tinder, na Netflix, fui ficando estarrecido com o desenrolar das duas histórias: a da norueguesa Cecile e a da sueca Pernilla. Ambas conheceram Simon Leviev pelo aplicativo de encontros. O cara se dizia bilionário, herdeiro do "rei dos diamantes" e levava uma vida de alto luxo. Ele prometeu namoro a Cecile. De Pernilla, virou um amigo. Mas o que o golpista israelense queria era arrancar milhares de dólares das mulheres - e de outras também.


Em determinado momento do documentário, me bateu clique: será que tudo isso é verdade? Não me refiro às cenas de recriação, que estão lá porque não há imagens reais dos acontecimentos. Eu me refiro a passagens que não me convenceram.

Minha primeira desconfiança veio quando a jornalista norueguesa vai até Tel Aviv procurar a residência de Shimon Hayut, que seria o nome verdadeiro de Simon Leviev. E, justamente, quando a repórter bate à porta do apartamento, a mãe dele chega da rua. Coincidência?


Outro momento que me pareceu fake: Simon perceber que há um fotógrafo clicando imagens suas na saída do restaurante de Munique. Era impossível notar o detalhe, já que o fotógrafo estava bem escondido e distante.


Mais perto do final, surge uma terceira vítima, Ayleen. Foi ela quem deu um "basta" nos golpes e reverteu a situação. Os áudios que Simon mandava para ela me deram a impressão de serem ensaiados. Ele grita demais, mostra fotos barbudo e hospedado em albergues baratos. Como assim? O cretino não economizou nada para ter uma vida um pouco mais confortável?


Você viu entrevistas com policiais, investigadores, familiares de Simon ou parentes das vítimas? Há uma foto dele algemado no desembarque na Grécia, quando foi, finalmente, preso - e lá tinha uma pessoa pronta para dar o clique. Que coincidência! Se o caso ficou tão conhecido, por que não uma nota de um jornal famoso?


Me envolvi com o filme, acho bem realizado e, se tudo for verdade, é um bom documentário. Mas, cá com meus botões, ainda desconfio que muita coisa (ou tudo) possa ser uma pegadinha do Mallandro.





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