O Esquadrão Suicida é vibrante e melhor que a encomenda


O novo e o velho Esquadrão Suicida: aventura, humor, dramas e muitas ação


Não havia entendido o título O Esquadrão Suicida, já que existia Esquadrão Suicida, o fracassado filme de 2016. Ao assistir ao longa-metragem, disponível na HBO Max e em plataformas de aluguel, como o NOW, achei que poderiam usar O Novo Esquadrão Suicida, tanto que há personagens inéditos nessa aventura divertida e anárquica, muito bem dirigida por James Gunn, dos dois Guardiões da Galáxia.


Nem é preciso ver o primeiro - e nem recomendo. Tudo aqui parte do início, num roteiro simples e personagens bem desenvolvidos. Amanda Waller (Viola Davis) precisa de um time de anti-heróis para uma missão cabeluda. Ela, então, tira da cadeia o Pacificador (John Cena), Sanguinário (Idris Elba), Caça-Ratos 2 (Daniela Melchior), Bolinha (David Dastmalchian) e o grandalhão Tubarão-Rei (com voz de Sylvester Stallone), um tubarão digital com corpo humano. Não vou dar spoilers sobre o que acontece com alguns dos personagens do filme anterior, que aparecem na sensacional sequência de abertura.


A nova equipe, ainda liderada pelo Coronel (Joel Kinnaman), precisa ir até a ilha de Colto Maltese, na América do Sul, que teve seu governo tomado por um golpe militar. Mas os americanos não estão nem aí para a política. Amanda quer que o Esquadrão Suicida localize um projeto secreto chamado Estrela-do-Mar.


Nada de tramas complexas ou conspirações que só os fãs dos quadrinhos são capazes de decifrar. O humor ácido e bizarro é a principal fonte. Se você, assim como eu, curtiu a violência ultrajante e as tiradas sarcásticas de Deadpool, vai embarcar nessa comédia absurda, recheada de passagens nonsense, explosões e artilharia pesada, que decepam corpos e detonam cabeças.


Adorei o mix de gêneros de O Esquadrão Suicida: é comédia, tem muita ação e toques superficiais de drama político, traz reflexões sobre relações familiares, flerta com o cinema-catástrofe e termina como um filme de monstro, na linha de Godzilla. A fórmula podia desandar, mas deu muito certo! Só lamentei duas coisas: o ridículo papel da brasileira Alice Braga (como uma estereotipada guerrilheira rebelde) e, coitado, Stallone dublando um personagem que fala pouquíssimo.



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