O Canto do Cisne: um possível dilema do futuro


Mahershala Ali interpreta Cameron e seu clone em O Canto do Cisne (foto: AppleTV+)


Mahershala Ali ganhou uma indicação ao Globo de Ouro 2022 por seu papel em O Canto do Cisne, que estreou na AppleTV+. É um trabalho complexo, que o astro tira de letra - e o filme tem a oportunidade de trazer à tona uma interessante reflexão.


Cameron Turner (Ali) tem um doença terminal e pouco tempo de vida. Nem sua mulher (Naomie Harris) nem o pequeno filho sabem disso. Também não sabem que Turner entrou para um projeto secreto, comandado pela doutora Jo (Glenn Close), que criou um clone perfeito dele. Esqueci de dizer: é um drama que se passa num futuro não muito distante em que a tecnologia acabou dominando nosso cotidiano.


O dilema de Turner é grande. Ele deixa o substituto (que tem suas memórias) em seu lugar e morre sozinho? Ou conta a verdade sobre sua morte iminente para a família?


O Canto do Cisne não explica (ou deixa no ar) muitas perguntas. Me deu a impressão de ter sido um projeto aprovado às pressas porque, com meia dúzia de atores, poderia ser facilmente realizado durante a pandemia. Isso, porém, não é sinônimo de um trabalho desleixado. A direção de arte clean e futurista é de babar e a dor do protagonista dá para ser sentida por quem tem um mínimo de amor familiar. E tem a atriz Awkwafina, que vem me agradando mais nos dramas do que nas comédias.



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