Águas do Norte: onde os fracos não têm vez


A tripulação do baleeiro: frio de congelar a alma


Em cinco episódios, a minissérie Águas do Norte, disponível no Globoplay, teve locações a cerca de mil quilômetros do Polo Norte, algo que nenhuma outra produção tinha atingido. Só isso já vale uma espiada, mas a história é igualmente atraente.


Ambientada em 1859 e inspirada no livro do inglês Ian McGuire, a trama começa mostrando o comportamento grosseiro de Henry Drax (Colin Farrell). Ele é um exímio arpoador que se junta à tripulação de um navio, que parte da Inglaterra em direção à Groenlândia à caça de focas e baleias. Quem também integra o grupo é Patrick Sumner (Jack O'Connell), um cirurgião que caiu em desgraça após uma missão militar na índia.


Ao contrário dos marujos, Sumner é um homem elegante e refinado. Ele atende aos enfermos durante a viagem e, certo dia, um rapazinho confessa ter sido violentado sexualmente. Temos, portanto, um criminoso a bordo.


Além dos méritos da produção de época (é difícil a BBC errar), o roteiro desenvolve muito bem os papéis dos protagonistas antagônicos. Eu adoro o Colin Farrell, mas nunca senti tanto ódio do repulsivo personagem dele. Jack O'Connell não fica atrás e tem uma atuação superlativa. Além disso, há reviravoltas para você não desgrudar da TV.


A façanha de filmar numa região coberta de neve é uma atração à parte. São muitas cenas onde só se vê gelo. Dá até para sentir o frio na própria pele.



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