Heaven's Gate: o caso do chocante suicídio em massa nos EUA


Marshall Applewhite, o Do, líder da Heaven's Gate


Eu adoro séries documentais e Heaven's Gate - The Cult of Cults, na HBO Max, não me decepcionou. Ela traz à tona a chocante história do maior suicídio em massa ocorrido nos Estados Unidos. Vale lembrar: a seita de Jim Jones (1931-1978), que provocou a morte de 918 pessoas, foi na Guiana.


São quatro episódios para descrever o horror em detalhes. Tudo começou no início dos anos 70 quando Marshall Applewhite conheceu Bonnie Nettles. Filho de um ministro cristão e gay no armário, Marshall notou que tinha muitas afinidades com a enfermeira Bonnie. Passaram, então, a se chamar Do e Ti e formaram uma dupla com a missão de recrutar fiéis para uma missão.


Eles acreditavam que os corpos humanos eram "veículos" e que uma nave espacial viria buscar os discípulos para uma viagem sem volta. Em 26 de março de 1997, 39 corpos foram encontrados numa mansão em San Diego.


A série faz um registro afiado do que ocorreu nas mais de duas décadas da Heaven's Gate, uma seita que tinha regras rígidas. Seus membros, por exemplo, não podiam fazer sexo (nem pensar!), tinham os cabelos curtos (até mesmo as mulheres) e se vestiam com calças e batas/camisas de mangas longas.


Há depoimentos estarrecedores de ex-integrantes. Um deles ficou com a voz comprometida após ser humilhado pelo guru. Um outro decidiu, depois de vinte anos, abandonar a Heaven's Gate porque se masturbava - e sentia-se culpado por isso. Uma entrevistada diz como foi o processo de separação dos pais, que a abandonaram para seguir o casal de malucos.


Quanto mais se aproxima do desfecho, mais o documentário ganha contornos perturbadores. E isso pelo simples motivo de um único homem ter convencido mais de trinta pessoas a tirar a própria vida. O líder deixava as portas abertas e ninguém era obrigado a permanecer na Heaven's Gate - e é isso o que mais assusta.



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