A Felicidade das Pequenas Coisas: o Butão no Oscar 2022


Um iaque e o professor: aulas em aldeia remota


A Felicidade das Pequenas Coisas foi indicado ao Oscar 2022 de melhor filme internacional, pelo Butão. E perdeu para Drive My Car. Mas é um trabalho que merece ser visto. A simplicidade dele é algo notável, assim como a tocante transformação pela qual passa o protagonista. O filme está na plataforma do Belas Artes à la Carte, também para não assinantes, e no NOW.


O Reino do Butão, na Ásia, tem pouco mais de 700 mil habitantes. A capital é Timbu, onde mora Ugyen (Sherhab Dorji), um jovem que está se formando professor, mas quer ir para Austrália e seguir a carreira de cantor. Sua avó, com quem ele vive, é contra, assim como o governo, que o obriga a lecionar na "escola mais remota do mundo".


Acompanhado de um guia, Ugyen demora dias para subir até a aldeia de Lunana, nas montanhas do Himalaia, onde a população de 56 pessoas o espera ansiosamente. O rapaz, plugado no celular e na modernidade, não acredita que terá de passar a primavera entre pastores de iaques, um espécie de búfalo da Ásia Central. Ele desiste ou resiste?


Tendo como concorrentes o Japão (Drive My Car), a Dinamarca (Flee), a Noruega (A Pior Pessoa do Mundo) e a Itália (A Mão de Deus), o Butão representa a porção "exótica" do Oscar. O diretor Pawo Choyning Dorji, em seu primeiro longa-metragem, faz um registro quase documental, tendo não atores interpretando os personagens.


Se há algo de previsível na trama, contam pontos a beleza das paisagens, a delicadeza da realização e as mudanças na vida de Ugyen. O homem que queria abraçar o mundo consegue, finalmente, enxergar que a beleza da vida está nas atitudes que enriquecem o próximo.



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