Doc sobre Cary Grant revela intimidade e omite um detalhe


O astro foi um ícone entre as décadas de 30 e 50 (foto: divulgação)


Cary Grant foi um dos maiores ícones do cinema hollywoodiano entre as décadas de 30 e 50. Embora elegante, charmoso, bonito e talentoso, o astro teve um passado conturbado. E é, justamente, essa sua faceta pouco conhecida que o documentário Eu, Cary Grant quer desvendar. Com menos de uma hora de duração, o filme está no NOW para assinantes dos canais AMC ou Film&Arts.


Nascido na Inglaterra, Grant começou como artista de circo e, nos Estados Unidos, saiu de Nova York para tentar a carreira no cinema em Los Angeles. Levada da Breca, de 1938, em que dividiu a cena com Katharine Hepburn, foi talvez seu primeiro grande sucesso. Vieram outros: Jejum de Amor, Núpcias de Escândalo, Suspeita, Interlúdio, Ladrão de Casaca, Intriga Internacional...


Além de mostrar a ascensão do astro, o documentário foca em sua vida pessoal: o abandono da mãe, o descaso do pai, os cinco casamentos e, consequentemente, as relações conflituosas com a maioria de suas esposas, uma explicação que vem dos traumas materno. Outro dado curioso é a terapia à base de LSD, que Grant se submeteu na década de 50, e o adeus às telas duas décadas antes de sua morte, em 1986, para se dedicar à única filha.


O que Eu, Cary Grant deixa de fora é algo que muito se especulou. Grant era gay ou bissexual? Rola uma história de bastidores que o famoso designer de figurinos Orry-Kelly (1897-1964) dizia ter tido um romance com Grant quando ele era jovenzinho. Se isso pode ser fofoca, a convivência sob o mesmo teto com Randolph Scott, outro astro de Hollywood, durante doze anos (de 1932 a 1944), pode indicar algo mais íntimo - ainda mais em época de pressão e controle dos estúdios. O documentário nem cita Randolph Scott, o que é, no mínimo, deselegante. Afinal, por que ocultar uma duradoura relação de amizade?



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