Billie: um registro à altura da magistral cantora


Billie Holiday: entrevistas reveladoras


Teve gente que não gostou de Estados Unidos vs. Billie Holiday, que está no Amazon Prime Video, uma recriação com atores da vida de Billie Holiday. Eu gosto. Mas gostei ainda mais de Billie, documentário disponível no streaming do Telecine.


O filme de 2019, embora com pouca repercussão, é uma pérola. O auge musical de Billie Holiday se deu entre as décadas de 30 e 40. Seria, portanto, inviável encontrar artistas vivos que tivessem convivido com a cantora. O documentário, então, se apega nas entrevistas que Billie deu para a jornalista Linda Lipnack Kuhel, que morreu em 1978, e escrevia um livro sobre sua entrevistada.


Em áudio, Billie reconta suas trajetória, desde a prostituição ainda adolescente até a perseguição racista que sofreu. Há ainda depoimentos de Billie em programas de rádio e relatos que a repórter colheu com pessoas que trabalharam com ela, como Count Basie e Tony Bennett.


E como se ilustra uma material apenas sonoro? É aí que entra o talento do diretor James Erskine. O realizador busca imagens de arquivo de Billie em apresentações na TV e numa rápida aparição em Nova Orleans, filme de 1947 em que Billie interpreta uma empregada doméstica.


Seu talento artístico e a veia de ativista estão presentes no documentário, assim como seus problemáticos relacionamentos amorosos e o vício em heroína.


A única entrevista atual é com a irmã de Linda Lipnack Kuhel, que diz que a morte da jornalista, apontada como suicídio, nunca teve uma investigação correta. Daria, certamente, um outro documentário.



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