Belle Époque: o túnel do tempo para redescobrir o amor


Victor e Margot: as emoções na Lyon de 1974


Dê uns quinze minutos para embarcar em Belle Époque, que entrou na HBO Max. O início parece confuso, com várias ações acontecendo ao mesmo tempo, mas não demora muito para entender a proposta do diretor e roteirista Nicolas Bedos, que levou o César de melhor roteiro original.


E, realmente, não falta criatividade à sua história sobre dois casais em crise. De um lado está o cartunista Victor (Daniel Auteuil), um sessentão desiludido com vida, que perdeu o emprego num jornal, detesta tecnologia e vive às turras com a esposa (Fanny Ardant).


Na outra ponta da história está Margot (Dora Tillier), uma atriz que só enxerga desprezo em seu namorado, Antoine (Guillaume Canet), um empresário que só tem tempo para uma atração inédita criada por ele.


A ideia de Antoine é utópica, mas bastante curiosa. Ele realiza o sonho de ricaços que pagam para reviver alguma época da história - alguém pode querer ser Maria Antonieta ou Hitler. E sua equipe monta os cenários e contrata atores para interpretar os personagens. Pode dar uma impressão tosca, mas tudo funciona perfeitamente.


As histórias dos dois casais vão se encontrar. Victor ganha do filho um convite para participar da "viagem no tempo" e escolhe o ano, a cidade e o local: 1974, Lyon e o restaurante Belle Époque, que foi onde ele conheceu a mulher de sua vida - e quem vai interpretá-la é Margot.


A partir daí, o argumento pega o prumo e apresenta uma história afetiva, com várias tiradas divertidas e um clima nostálgico permanente. A ideia é que Victor resgate suas qualidades do passado e possa reatar com sua mulher. Auteuil é um grande ator e tira de letra o papel do artista com ar de enfado, que redescobre o romantismo como um garotão de 20 e poucos anos.



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