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Belfast: dramas na Irlanda do Norte pelo olhar de um garoto


O menino Buddy: distúrbios em 1969


Você pode até criticar minha avaliação de Belfast, que está disponível no Globoplay para assinantes do Telecine. Mas, sinceramente, eu esperava mais, sobretudo diante das sete indicações ao Oscar 2022 - foi o vencedor de melhor roteiro original.


O diretor e roteirista Kenneth Branagh despontou nos anos 90 com realizador de marcantes trabalhos baseados em Shakespeare, como Henrique V, Hamlet e Muito Barulho por Nada. Belfast é seu filme mais íntimo e autoral porque ele leva ao cinema as lembranças de infância em sua cidade natal. E vem daí a minha frustração.


Tudo é muito simples (ou simplista) numa história vista pela ótica do garoto Buddy (Jude Hill), que mal compreende os conflitos que atingem seu bairro, em Belfast, em 1969. Trata-se de uma guerra entre católicos e protestantes, que gera violência e distúrbios. O pai de Buddy (Jamie Dornan) tem a intenção de mudar para a Inglaterra, mas a mãe dele (Caitríona Balfe) não quer sair da Irlanda do Norte. Buddy, então, encontra refúgio afetivo nos braços dos avós (Ciarán Hinds e Judi Dench).


Filmado num belo preto e branco, o filme é gracioso, tem certa emoção e uma trilha sonora bacanérrima, com destaque para as canções de Van Morrison. Contudo, acho um trabalho menor de Kenneth Branagh, que me deu a impressão de ter tido um passado muito comum para render um longa-metragem que foi fartamente elogiado.





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