Batman: mais que um filme, uma experiência sensorial


Batman: deslumbrante direção de fotografia


Christopher Nolan, diretor dos três filmes anteriores de Batman (2005, 2008 e 2012), que me perdoe, mas depois de ver o novo Batman, disponível na HBO Max e em plataformas de aluguel (como o NOW), o super-herói ganha outra dimensão.


Gosto da facilidade do roteiro, justamente para agradar também quem não é fã de HQs. Em resumo, o prefeito de Gotham City, candidato à reeleição pela quarta vez, é assassinado por uma figura encapuzada. Batman (Robert Pattinson) tenta descobrir quem é o responsável, que ainda faz outras vítimas. Três rivais do herói estão na parada: Selina (Zoë Kravitz), já dando sinais de Mulher-Gato, Pinguim (Colin Farrell) e Charada (não convém revelar quem é o ator).


Assim como Coringa (2019), o novo Batman é escorado no pessimismo e no amargor tendo como ambientação uma Gotham dominada pela corrupção em cenários decrépitos e desoladores. E aí tenho de fazer um adendo: a deslumbrante fotografia é mais uma proeza de Greig Fraser, vencedor do Oscar por Duna. O filme pode parecer escuro demais, mas tem uma iluminação propositalmente soturna, vinda de lanternas, holofotes, fogos, abajures... E você vai adentrar esse universo dark, sufocante e claustrofóbico como se fosse uma experiência sensorial.


Três horas que eu não senti passar, graças também à direção pulsante e longe do óbvio de Matt Reeves. O ousado realizador de Cloverfield e de dois filmes da cinessérie Planeta dos Macacos (O Confronto e A Guerra) usa closes e imagens desfocadas numa trama de super-herói que não tem ação - aliás, a única sequência mais agitada, uma perseguição de carros entre Batman e Pinguim, é espetacular.



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