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Argentina, 1985: o pesadelo e os traumas da ditadura militar


Ricardo Darín interpreta o promotor Julio Strassera: um homem contra os militares (foto: divulgação)


Argentina, 1985 saiu ovacionado do recente Festival de Veneza e me deixou muito interessando por dois motivos: o tema e a presença de Ricardo Darín, o mais querido ator argentino no Brasil. Gostei do filme, que está no Amazon Prime Video e é o representante da Argentina no Oscar 2023. Mas ele não me arrebatou. Embora seja sempre bom relembrar que houve, sim, ditadura militar nos países sul-americanos, o assunto já foi bastante explorado no cinema, inclusive em A História Oficial, que deu o Oscar para a mesma Argentina, em 1986.


Em 1983, o país vizinho se livrou de uma ditadura de sete anos e o novo presidente, Raúl Alfonsín, passou a perseguir o ditador Jorge Rafael Videla e os comandantes que torturaram e mataram milhares de pessoas. Os militares, é claro, queriam ser julgados por um tribunal militar, mas o caso acabou parando na esfera civil. E é aí que entra o personagem de Darín, o promotor Julio Strassera.


Strassera e seu auxiliar na promotoria (papel de Peter Lanzani), junto de uma equipe de estagiários, recolheram provas contundentes. Os relatos dos parentes das vítimas no tribunal são fortes e realistas e Darín, para variar, dá uma aula de atuação. Contudo, acho o filme longo demais (140 minutos) e tem sua emoção esvaziada no veredito.





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