Viajantes - Instinto e Desejo: a boa ideia que não decolou


Tye Sheridan e Lily-Rose Depp: o casal do bem


Um bom argumento pode ser estraçalhado por um péssimo roteiro? Pode! E você comprova isso em Viajantes - Instinto e Desejo, no Amazon Prime Video. O início promete uma ficção científica original, mas não demora para cair na mesmice.


Num futuro não muito distante, a Terra está indo à falência e há a possibilidade de um planeta ser habitado. O personagem de Colin Farrell vai chefiar uma missão especial e espacial. Ele e mais trinta adolescentes, que foram gerados por inseminação artificial, vão fazer uma viagem com duração que pode chegar a mais de oitenta anos. Ou seja: eles estarão mortos e só seus filhos e netos, frutos da genética laboratorial, chegarão vivos ao destino.


E por que o subtítulo brasileiro Instinto e Desejo? Eis a boa sacada da proposta. Os jovens tomam uma água azul, que inibe os prazeres, impulsos e desejos sexuais. Só que dois amigos descobrem a tramoia e param de beber o líquido.


As ideias interessantes param por aí. O roteiro, então, toma o rumo da velha fórmula do bem contra o mal, do mocinho versus vilão, só que adaptada para dentro de uma espaçonave que, aliás, tem uma bela direção de arte futurista. A disputa pelo poder - e também a disputa pela mesma mulher - é encaixada num roteiro chinfrim que, claro, termina de forma previsível.



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