Pacto com o Diabo: o céu e o inferno da campeã do boxe


Christy Martin na década de 90 (foto: Netflix)


Tinha visto um episódio da série documental Untold sobre Caitlyn Jenner, mas não fiquei empolgado. Untold - Pacto com o Diabo, na Netflix, é melhor. Trata-se da tortuosa vida e carreira de Christy Martin, que rompeu barreiras como boxeadora, mas também comeu o pão que o diabo amassou.


Nascida numa minúscula cidade da Virgínia Ocidental, em 1968, Christy é filha de um minerador e, desde criança, gostava de lutas, até então um esporte masculino. Quando adolescente, ela se envolveu afetivamente com uma colega de escola, mas o desejo sexual por mulheres foi abafado após engrenar no pugilismo.


Christy chegou a casar, em 1991, com seu treinador, que tinha idade para ser seu pai. James Martin, porém, foi quem levou a esposa a ganhar um título de campeã. Ela virou uma estrela. Ganhou capa na Sports Illustrated, teve o lendário Don King como empresário e abriu uma luta de Myke Tyson.


Essa é parte boa de sua vida e não vou dar spoilers porque o documentário dura só uma hora. Me deu a a impressão que a lição que Christy quis passar em sua longa entrevista é 1) não desista de seus sonhos 2) não abra a boca para falar besteiras 3) não se envolva com pessoas erradas e 4) não deixe de assumir sua orientação sexual, mesmo que o mundo seja preconceituoso e machista.



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