Top Gun - Maverick: cópia revitalizada de Top Gun


Tom Cruise: o astro volta às telas como Maverick


No Festival de Cannes para a pré-estreia de Top Gun - Maverick, Tom Cruise disse que seu novo filme jamais estrearia diretamente no streaming. Após uma longa espera por causa da pandemia, o longa-metragem chega, finalmente, nesta quinta (26) às telas brasileiras. E Tom tem razão: a sequência de Top Gun (1986) merece a maior tela possível e, de preferência, numa sala Imax, que foi onde eu assisti.


Tem, é claro, um tom (sem trocadilho) nostálgico para a geração que viu o original 36 anos atrás. Maverick (Cruise) voltará à escola para pilotos de caça para treinar uma equipe em formação. E lá vai encontrar Rooster (Miles Teller), filho de seu melhor amigo, que morreu num acidente no primeiro filme.


Maverick, o filme, é uma cópia revisitada e revitalizada de Top Gun. As cenas aéreas são mais eletrizantes e menos confusas e o roteiro tem uma boa pegada dramática, que me agrada mais. Gosto da forma como a história traz o protagonista lidando com os fantasmas do passado, seja no reencontro com Penny (Jennifer Connelly) ou com Iceman, interpretado por Val Kilmer. Como se sabe, Kilmer trata de um câncer de garganta há anos e a cena é muito emotiva - só detestei o apelativo desfecho dado ao personagem. Não precisava.


De resto, dá a impressão de estarmos tendo um déjà-vu. A fotografia continua com as cores alaranjadas do pôr do sol e a trilha sonora instrumental é a mesma. Será um blockbuster? Não tenho a menor dúvida. Para as novas e velhas gerações, Top Gun - Maverick é um programão para ser acompanhado e pipoca e refri. E vamos combinar que Tom Cruise, prestes a completar 60 anos, mantém a vitalidade, o carisma e a simpatia.



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