The Club: irresistível folhetim turco à moda antiga


Rasel e a mãe: hora do reencontro (foto: Netflix)


Sempre é bom avisar o quanto antes: a série turca The Club terá uma continuação, já que a Netflix estreou apenas a parte 1. Mas isso não tira o mérito dos ótimos seis episódios iniciais que tem, sim, um desfecho. Vale a pena conferir e esperar a parte 2.


Na Istambul de 1955, Matilda (Gökçe Bahadir) sai da prisão. Ela cometeu um crime dezessete anos atrás e quer reencontrar sua filha, a adolescente Rasel (Asude Kalebek), que cresceu num orfanato. Só que a garota é uma rebelde e está envolvida em pequenos delitos.


Para pagar uma dívida da filha, Matilda aceita trabalhar como passadeira de um night club e assinar uma promissória a mando do opressor gerente da casa noturna. Começa aí um novelão de qualidade, que se abre para outros personagens igualmente interessantes. Mas há perguntas instigantes que serão respondidas ao longo da trama: quem foi a vítima do assassinato cometido por Matilda? quem é pai de Rasel? será que ela vai perdoar a mãe sem nem mesmo querer saber sobre seu sumiço durante anos?


Outra atração de The Club é o próprio night club, palco de atrações modorrentas, que atraem apenas os turcos - e o dono do local quer ter também como clientes os turistas franceses. E é aí que entra na parada Selim Sogur (Salih Bademci), um sonhador compositor e cantor homossexual, que foi escorraçado pelos pais por escolher uma carreira artística. Quem também ganha destaque é o taxista Ismet (Baris Arduç), um tipo paquerador e malandro, que vai se envolver com Rasel.


Istambul é lindamente recriada num cenário anos 50 e a história acompanha as paixões, amores secretos e reviravoltas dos personagens com o empenho de um excelente folhetim de época. Que venha logo a continuação!



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