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Suk Suk: a autorrepressão do amor homossexual


Pak e Hoi: amor em segredo em Hong Kong


Junho é o mês da diversidade e Suk Suk - Um Amor em Segredo, disponível na Netflix, é um bom exemplo para "explicar" a importância da data para os movimentos LGBTQIA+. Trata-se de um retrato honesto e triste da homossexualidade na terceira idade, em Hong Kong.


Na trama, Pak (Tai-Bo) é um taxista casado de 70 anos, que tem encontros sexuais às escondidas. Ele não quer um novo amor, só deseja o prazer carnal. Hoi (Ben Yuen), de 65, foi casado, é pai de um rapaz e, hoje, tem a convicção de sua preferência por homens. Eles se conhecem numa praça, ficam amigos e rola uma atração. O romance em segredo tem início.


A tristeza já começa pelo local dos encontros. Pak mora com a esposa; Hoi, com o filho e a nora. O jeito é ir para uma sauna e se trancar num quarto nada aconchegante para transar. O pior é que, por mais que ambos desejem que a relação se concretize, a sociedade impõe suas censuras. Se para um jovem gay sair do armário já não é fácil, imagine para dois senhores que, aos olhos de suas famílias, são heterossexuais?


Segundo o diretor Ray Yeung, que tem sua filmografia focada no cinema LGBT, os gays mais velhos têm dificuldades em assumir porque a homossexualidade foi extremamente reprimida por muitas décadas em Hong Kong. E o realizador reforça o que eu achei dos personagens: Pak e Hoi não têm coragem de serem eles mesmos.





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