O Homem Ideal: a comédia leva a Alemanha ao Oscar?


Alma e Tom: relação complexa (foto: divulgação)


Por alguns motivos, achei que O Homem Ideal não iria estar na shortlist do Oscar 2022, como representante da Alemanha à estatueta de melhor filmes internacional. Me enganei. Ele está entre os quinze pré-finalistas e entrou em cartaz nos cinemas nesta quinta (23).


O que primeiro me levou a pensar em sua ausência na lista preliminar foi: é uma comédia - e O Oscar não tem tradição em premiar comédias. Segundo: tem uma pegada de ficção científica - e o Oscar não tem tradição em premiar ficção científica. Mas é um bom filme, embora ainda continue achando que ele não chegará à reta final.


A trama tem certa originalidade e se assemelha a algum dos episódios da série Black Mirror. Alma (Maren Eggert) trabalha como pesquisadora de arqueologia no museu Pergamon, de Berlim. Solitária, ela concorda em fazer parte de uma experiência pioneira: acolher por três meses um robô perfeito. Tom (Dan Stevens) é o "homem ideal" do título: bonito, romântico e extremamente inteligente. Ele foi projetado para atender as "necessidades" de Alma. Mas será que ela vai aguentar ter um sujeito tão certinho em sua casa?


Há boas piadas nessa sátira aos relacionamentos em uma futura era tecnológica. Me diverti, sobretudo, com a atuação de Dan Stevens, que equilibra muito bem os movimentos robóticos com os "sentimentos" humanos. A partir da metade, porém, o filme se afasta do humor para abraçar o romantismo e, na minha opinião, paira no ar uma indecisão: os amores com máquinas são possíveis?



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