Matrix Resurrections: a franquia morta não ressuscita


O elenco de Matrix Resurrections: caras novas e velhos conhecidos no quarto filme da franquia


É inegável: o primeiro Matrix, de 1999, revolucionou o cinema com efeitos visuais estupendos, roteiro original e envolvente, além do designer de produção fabuloso. Até hoje, é uma ficção científica que se guarda na memória. Na sequência, a trilogia foi formada pelo mediano Matrix Reloaded e pelo sonolento Matrix Revolutions, ambos de 2003.


Depois de dezoito (!!!) anos, a diretora Lana Wachowski, sem a irmã Lilly, retoma a franquia com Matrix Resurrections, em cartaz nos cinemas. Eu nunca mais revi nenhum filme da trilogia e calculo que, nesse tempo, tenha assistido a mais de 7000 filmes. Ou seja: como posso lembrar de algo que, já naquela época, não me deixou boas recordações?


O novo Matrix até tenta dar uma rememorada no original - e, pelas imagens, nota-se que o pioneiro tinha muito mais estilo. O que se vê agora é a volta do hacker Thomas Anderson (Keanu Reeves) sem a lembrança de que foi Neo. Ele é um designer de games e seu sócio pede uma nova versão do jogo Matrix. É claro que ele vai despertar para a realidade de antes, sacar que as máquinas controlam os humanos e, assim, enfrentar um novo vilão. Trinity (Carrie-Anne Moss) também está de volta, porém casada e com dois filhos. Será que eles conseguirão resgatar o amor do passado?


Há piadas referenciais, inclusive com a Warner, produtora do filme. Mas, no geral, Matrix Resurrections é um trabalho exclusivamente para quem é MUITO fã. Achei complexo demais - ou confuso mesmo. Me aborreci até nas cenas de ação e de artes marciais, que são mais do mesmo. Esperava, ao menos, algo esteticamente impressionante, como ocorreu com Duna. Tudo, porém, é burocrático e sem inventividade. E Keanu Reeves? Me deu a impressão que o astro saiu com o visual de John Wick para interpretar Neo.



INSCREVA-SE aqui para receber a Newsletter



361 visualizações

Posts recentes

Ver tudo