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O Bombardeio: uma ótica da Dinamarca para a II Guerra


Cena de O Bombardeio: morte de civis na II Guerra


A primeira sequência de O Bombardeio, disponível na Netflix, é um choque, tanto para o menino que presencia a cena quanto para o espectador: uma bomba detona um carro e mata três moças e o motorista que iam para um casamento. A partir daí, o garoto perde a fala e seus pais decidem mandá-lo do interior da Dinamarca para morar com os tios na capital, em 1945.


Em Copenhague, ele estreia os laços com a prima e uma amiga dela, que estudam numa escola católica. Enquanto isso, a Força Aérea Britânica prepara um ataque ao QG da Gestapo na cidade. O bombardeio só ocorre na metade do filme.


Diretor e roteirista, Ole Bornedal se inspirou num caso real da Segunda Guerra Mundial, mas sempre é bom lembrar que fatos, em filmes, quase sempre contém elementos ficcionais, como a criação de personagens. Em O Bombardeio, destaco o garoto "mudo" Henry (Bertram Bisgaard Enevoldsen) e a freira Teresa (Fanny Bornedal), que pretende livrar um soldado dinamarquês do nazismo.


A Operação Cartago, como ficou conhecida, resultou na morte de 102 civis. E está aí o grande valor da história: mostrar um ponto de vista da Segunda Guerra em que a Resistência também provocou massacres, sacrificando crianças e adultos inocentes. Impossível, neste momento, não pensar na guerra entre Rússia e Ucrânia.





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