O Baile das Loucas: mediunidade é loucura?


Lou de Laâge e a atriz e diretora Mélanie Laurent: O Baile das Loucas foi exibido no Festival de Toronto


O Amazon Prime Video estreou, com exclusividade, o drama francês O Baile das Loucas, exibindo recentemente no Festival de Toronto. Mesmo que não seja inspirada em caso real, a história traz fatos que não deixam de ser verdadeiros.


O roteiro, extraído do livro de Victoria Mas, se passa em 1885. Eugénie (Lou de Laâge) é uma moça à frente de seu tempo, que gosta de fumar e ler romances nos cafés de Montmartre, para desgosto de seu pai conservador e da alta sociedade.


Ao ter contato com O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, Eugénie se sente mais acolhida, já que sua mediunidade a permite ver e conversar com os espíritos. Após um transe observado de perto por sua avó, o pai dela toma uma decisão: interná-la no hospício La Salpêtrière.


Mélanie Laurent é a diretora e você deve se lembrar dela como a jovem que comandou a explosão do cinema em Bastardos Inglórios. A atriz, que vem construindo uma boa carreira também como cineasta, atua (e muito bem) como a amarga, porém solidária, enfermeira-chefe do manicômio.


O filme não foge à regra do gênero. Há os momentos mais tensos, como as sessões de hipnose e a "terapia" nas banheiras de gelo, e outros que trazem amenidades, como a amizade que vai se formando entre as internas. A recriação de época é impecável e os quinze minutos finais deixam o coração na boca.


O mais triste, contudo, é constatar que pouco mais de cem anos atrás, uma pessoa com dons mediúnicos era considerada louca ou bruxa - e tratada como cobaia por médicos e aprisionada como uma criminosa.



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