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O Assassino da Times Square: crimes e pornografia


A recriação de um crime: estarrecedor (foto: Netflix)


Você já deve saber que eu gosto de séries documentais sobre crimes. Até fiz uma lista nesta semana pegando carona na ótima Cena do Crime - O Assassino da Times Square, disponível na Netflix.


Em 1979, duas mulheres foram encontradas no quarto de um hotel, na Times Square. Elas foram assassinadas e tiveram as mãos e a cabeça arrancadas. O crime bárbaro chocou os nova iorquinos e atiçou a mídia. A polícia pouco podia fazer, já que não tinha nem pistas de quem seriam as vítimas, que estavam sem suas digitais (exame de DNA ainda não existia).


Em três episódios, a minissérie documental revela como investigadores chegaram ao serial killer, que deu sua primeira entrevista só em 2009. É estarrecedor a maneira como ele descreve os crimes e os motivos que o levaram a matar.


O que diferencia O Assassino da Times Square de outras atrações similares é a expansão do argumento. Além da busca pelo matador, o roteiro faz uma análise incisiva de como era a Times Square na década de 70. Hoje é um ponto de encontro, das peças da Broadway, dos letreiros luminosos e do Réveillon mais famoso do mundo.


Antes, a Times Square era um antro de prostituição e pornografia, com profissionais do sexo, cafetões e traficantes. E haviam cinemas pornôs, casas de swing e shows de dançarinas nuas. O machismo imperava enquanto as mulheres eram abusadas na calada da noite. Lembra de Taxi Driver? Martin Scorsese, em 1976, captou muito bem o ambiente pesado daquela época.


Ao combinar a trajetória do assassino com a história da Times Square, a minissérie se dá bem matando dois coelhos como uma só cajadada.





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