Nunca Deixe de Lembrar: a arte se vinga dos tiranos


O pintor na Alemanha Oriental: vingança contra os nazistas (foto: divulgação)


Embora anuncie lançamentos mensais, o Amazon Prime Video me surpreende com filmes que, sem aviso prévio, são adicionados ao catálogo. A mais recente surpresa é Nunca Deixe de Lembrar, drama alemão que concorreu ao Oscar 2019 de melhor filme estrangeiro e ficou inédito nos cinemas.


A concorrência foi grande naquele ano. Além do vencedor, o mexicano Roma (da Netflix), estavam no páreo o japonês Assunto de Família (também na Netflix), o libanês Cafarnaum e polonês Guerra Fria (ambos no Amazon Prime). Mas o filme alemão, embora um pouco mais "apagado" que os outros, tem seu grande valor.


Prepara-se porque são três horas de duração para dar conta de uma história que vai de 1938 a 1966. No início ambientada em Dresden, a trama flagra a jovem Elisabeth sendo internada num sanatório por apresentar um comportamento liberal - a Alemanha já está dominada pelos nazistas.


O salto se dá para o fim da Segunda Guerra, onde Kurt (Tom Schilling), sobrinho de Elisabeth, dá início à carreira de pintor sob o governo socialista da Alemanha Oriental.


O terceiro ato, na década de 60, foca no panorama da arte moderna em Dusseldorf. É o caminho da cultura e das artes como vingança aos tiranos – eis o recado de Nunca Deixe de Lembrar.





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