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Noites Brutais: só embarquei no primeiro ato do terror


A pesquisadora Tess: o início do pesadelo


Eu acho que, muitas vezes, os colegas de profissão exageram nos elogios e, quando vou ver um filme tão badalado, acabo me decepcionando. Foi o que aconteceu com Noites Brutais, que está no Star+.


"Melhor filme de terror do ano", foi o que li ou escutei várias vezes. Não é para tanto. Acho Fresh, também no Star+, muito mais original e criativo, por exemplo. Noites Brutais, não vou negar, começa muuuuito bem, mas tem uma segunda parte enfraquecida, sobretudo, pelos soluções tolas que o roteiro vai tomando.


Tess (Georgina Campbell) é uma pesquisadora que chega em Detroit, à noite, para uma entrevista de emprego no dia seguinte. Só que a casa que ela alugou por alguns dias já está ocupada por Keith (Bill Skarsgard). Foi um erro das agências? Os hotéis estão lotados e a residência fica num bairro extremamente degradante. O que fazer?


O roteirista e diretor Zach Cregger sabe muito bem como trabalhar a embaraçosa situação, sempre sob o ponto de vista da protagonista. Há tensão e suspense em um primeiro ato revigorante, que termina de forma assustadora.


Não dá para dizer o mesmo do que vem a seguir: situações clichês, que descambam em momentos de criatividade zero. Tudo bem que filmes de terror não pedem uma ligação com a realidade, mas o paparicado Noites Brutais apela tanto que acaba subestimando a inteligência de quem assiste.





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