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Morte no Nilo: estaria Agatha Christie ultrapassada?


Hercule Poirot tem um crime a desvendar no Egito


Assassinato no Expresso do Oriente estreou em 2017 e, quatro depois, mais uma versão de um livro de Agatha Christie chega ao Star+. É Morte no Nilo, com produção vistosa e o mesmo resultado do anterior: um filme bem morno. Eu fico me perguntando: será que os romances da escritora inglesa já não estão ultrapassados quando transpostos para o cinema?


Kenneth Branagh é, novamente, o diretor e intérprete do detetive Hercule Poirot que, desta vez, tem de resolver um misterioso assassinato ocorrido num cruzeiro pelo rio Nilo, no Egito. A bordo, estão os recém-casados Linnet (Gal Gadot) e Simon Doyle (Armie Hammer), familiares, amigos, o advogado e o médico dela, que é milionária, além da vingativa amiga, ex-namorada de seu marido.


Gosto da cuidadosa produção de época (anos 30) e não me incomodou os cenários fakes (se essa era a intenção, valeu!). O desenvolvimento da trama traz o mistério esperado, mas, de certa forma, desaponta. Por quê? Agatha Christie escreveu Morte no Nilo em 1937, quando o suspense envolvendo crimes podia ser novidade. Quase noventa anos depois, os roteiristas de filmes e séries já criaram tramas muito mais intricadas e surpreendentes, como as de Seven e Os Suspeitos. O que antes era bom, hoje rende apenas uma história com muito glamour para esconder os furos.





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