Isolados é o filme mais picareta sobre a pandemia?


Sofia Carson e K. J. Apa: namoro sem contato em Isolados - Medo Invisível (foto: divulgação)


Diretor de Armageddon, Pearl Harbor e três filmes da franquia Transformers, entre vários sucessos de bilheteria, Michael Bay deve ainda se achar o produtor mais esperto de Hollywood. Ele se aproveitou da quarentena e da pandemia do coronavírus para rodar e lançar o desastroso Isolados - Medo Invisível, disponível no Amazon Prime Video.


Primeiro: por que fazer uma espécie de filme-catástrofe (de baixíssimo orçamento) sobre uma doença que já matou quase 4 milhões de pessoas no mundo? Segundo: por que situar o drama num "futuro próximo" com um cenário mais apocalíptico e desesperançoso do que 2020 e 2021? Só pode ser coisa de masoquista!


A história se passa em Los Angeles. O vírus da Covid-23 é ainda mais letal e contagioso. Só podem circular nas ruas as pessoas imunes, que possuem um passe emitido pelo governo. Tudo é controlado por agentes da saúde, que vestem roupas de superproteção. Os infectados são, imediatamente, despejados numa zona de doentes - e chegam a morrer em dois dias.


O mocinho da trama é o batalhador Nico (K. J. Apa), um entregador de encomendas, que namora, sem contato físico, a jovem Sara (Sofia Carson), que mora com sua avó. O elenco ainda tem Demi Moore e Bradley Whitford, vivendo um casal de ricaços em crise; Paul Walter Hauser, que observa a cidade por drones, e Peter Stormare, o intrépido e caricato chefe do serviço sanitário.


O casting enxutíssimo dá uma noção do raquítico roteiro, que começa com um bom registro do cenário caótico, mas desanda numa aventura de suspense extremamente banal. Já vi terror (Host), comédia (Como Hackear seu Chefe), dramas e documentários sobre/na pandemia (Feito em Casa e O Último Cruzeiro). Isolados - Medo Invisível é, sem dúvida, o mais picareta.



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