Interrompemos a Programação decepciona


Bartosz Bielenia em Interrompemos a Programação: invasão na TV (foto: divulgação)


Tive três motivos para ver Interrompemos a Programação, na Netflix. 1) Bartosz Bielenia, o jovem e ótimo ator de Corpus Christi 2) é um filme da Polônia, país com grande efervescência audiovisual atualmente 3) achei instigante a história de um homem que invade armado uma emissora de TV - me lembrou o clássico Rede de Intrigas, de 1976. Mas confesso que fiquei decepcionado com essa nova produção polonesa.


O filme transcorre no tempo real da ação. Tudo se passa na noite da virada de 1999 para 2000 e, numa pequena emissora de TV de Varsóvia, o tédio do sorteio de um carro é substituído pela invasão de Sebastian (Bielenia). Ele exige fazer uma declaração ao vivo e, para isso, pega um segurança e a apresentadora como reféns. A transmissão é interrompida e, na mesa de operações, os técnicos ficam de mãos atadas - será preciso a aprovação do presidente da empresa para atender a exigência do criminoso.


Bielenia é um bom ator, mas não convence no papel: qualquer um com mais músculos seria capaz de dominar um rapaz de tipo franzino e visivelmente fragilizado. As (não) decisões da chefia só servem para enrolar o protagonista e, por tabela, o espectador. Além de um roteiro sem propósito claro, a trama é conduzida de forma morna pelo diretor estreante (e roteirista) Jakub Piatek. Como os policiais que vão conduzir um caso tão dramático têm atitudes inexperientes?


Com curta duração (93 minutos), o filme traz conflitos rasos e tensão mínima. Só fui até o fim porque esperava uma reviravolta ou algo inesperado ou surpreendente. Não aconteceu.



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