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Fúria Primitiva: clichês numa trama de tirar o fôlego

Dev Patel: bom ator e ótimo diretor estreante


É uma pena que Fúria Primitiva esteja estreando nos cinemas no mesmo dia de Furiosa. Ambos são filmes de ação e têm a vingança como tema central. Fúria não é ruim (muito pelo contrário), mas Furiosa é melhor. Se tiver que escolher um, você já sabe qual será, né?


O filme marca a estreia na direção do ator inglês Dev Patel, que surgiu, novinho e mirrado, em Quem Quer Ser um Milionário? (2008). De lá para cá, fez bons filmes como os dois Hotel Marigold, Lion e A Lenda do Cavaleiro Verde. Ele soube fazer boas escolhas e não caiu na vala comum dos filmes genéricos americanos.


Os equívocos de Fúria Primitiva são abordar muitos temas, ter um desenvolvimento de novelão e usar clichês entre um tiro e outro. Mas o cinema indiano não é conhecido por tudo isso? Nada mais justo, então, que Patel, de ascendência indiana, reproduzisse algo no gênero em seu primeiro filme como diretor.


Ele interpreta um lutador que entra no ringue para ganhar a vida. Mas dá um jeito de se infiltrar no covil de uma mafiosa e, assim, preparar sua vingança. A história discorre sobre as desigualdades sociais na Índia, a exploração de mulheres, os meandros de uma elite podre.


Sinceramente, não levei em conta o que o filme "tem a dizer". Fiquei plugado na direção elétrica, nos cortes rápidos da edição, nas mudanças de cenários, nos movimentos de câmera, nas cenas impecáveis de pancaria, com mortes e muito sangue. É um filme violentíssimo (assim como Furiosa) e sem rodeios e, também por isso, merece sua atenção para ser visto no cinema.







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