Elio Germano arrasa em A Vida Solitária de Antonio Ligabue


Elio Germano foi premiado no Festival de Berlim 2020


Sou fã de Elio Germano, ator italiano muito versátil que faz comédias (O Rei de Roma) e dramas com uma naturalidade ímpar. Você deve lembrar dele de A Incrível História da Ilha das Rosas, que fez certo sucesso na Netflix.


Com 40 anos de idade, Germano foi premiado no Festival de Berlim 2020 por sua interpretação em A Vida Solitária de Antonio Ligabue. O filme foi exibido no festival Festa do Cinema Italiano (já encerrado) e, agora, dá para assistir pela plataforma do Cinema Virtual ou alugando pelo NOW. Vale a pena!


Antonio Ligabue (1899-1965) foi um pintor de estilo naif que, antes de ser bem-sucedido no mundo das artes, penou bastante. Nasceu na Itália, mas viveu sua infância e adolescência na Suíça, onde foi levado para um instituição para doentes mentais após a morte de sua mãe. Acabou, porém, sendo expulso da Suíça e regressou à terra natal.


Ligabue era introspectivo, mas com momentos de explosão, e andava como se tivesse um peso nas costas. A partir do momento em que é acolhido por uma fazendeira, ganha a chance de poder mostrar seu trabalho nas pinturas.


O diretor Giorgio Diritti não inventa a roda para contar essa trajetória de percalços e superação. Com uma narrativa convencional (e roteiro idem), o filme ganha um aditivo pela atuação estupenda de Elio Germano que, com sua simplicidade habitual, convence num papel que exige transformações a cada virada na história de Antonio Ligabue.



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