Desaparecido para Sempre: mistérios e pedras no caminho


Guillaume Gouix e Finnegan Oldfield: os amigos lideram a investigação (foto: Netflix)


O escritor americano Harlan Coben já é um habitué da Netflix. Entre as adaptações de seus livros estão as minisséries O Inocente (da Espanha) e Silêncio na Floresta (da Polônia). A mais recente é a francesa Desaparecido para Sempre.


Já aviso que é uma trama complexa (mas nada difícil de acompanhar), desenvolvida em cinco episódios e com uma irritante e didática narrativa que vai e volta no tempo. Quem embarcar, encontrará surpresas e revelações ao desfecho.


A ação se passa em Nice e nos entornos. Com cara de bonzinho, Finnegan Oldfield (de Marvin) interpreta o "herói" Guillaume que, no mesmo dia, perde o irmão mais velho e a ex-namorada - ele desapareceu no mar e ela foi encontrada morta na piscina da casa onde morava com a irmã. Alguns anos depois, a mãe de Guillaume morre e, sentindo-se desamparado, pede a namorada, Judith (Nailia Harzone), em casamento. Ela aceita, mas, no dia seguinte, desaparece.


Eu não consigo entender como nessas tramas criminais, a polícia pouco (ou nada) dá as caras. Mas, convenhamos, se existissem investigadores, por que o mocinho se empenharia em procurar a amada por conta própria? E é isso que leva Guillaume a uma missão obsessiva: saber o paradeiro de Judith. Seu amigo do trabalho, papel de Guillaume Gouix, o acompanha na jornada.


Há armadilhas e pistas falsas no decorrer do roteiro - fazem parte do show! Algumas vão cair no gosto dos detetives de plantão e outras são mais difíceis de engolir. Entre prós e contras, Desaparecido para Sempre, que é inferior a O Inocente, reserva para o derradeiro capítulo todos os segredos da história - uma charada, porém, é fácil de matar, caso você saiba quem é Nicolas Duvauchelle.



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