Clash: a polarização em um país em convulsão


Clash: a polícia aparta e prende os manifestantes


Fiquei fascinado quando vi Clash, nos cinemas, em 2017 – e muito feliz porque a Netflix disponibilizou ao grande público um filme egípcio eletrizante. Mesmo ambientado praticamente dentro de um camburão, o filme deixa o espectador angustiado e aflito em seus 97 minutos de duração.


A trama se passa no Cairo de 2013 e enfoca uma manifestação de grupos rivais: os partidários da irmandade muçulmana e os dos militares que tomaram a Presidência.


Cobrindo o evento, um repórter e um fotógrafo são presos e jogados dentro de um caminhão da polícia. Em seguida, terão a companhia de ativistas de ambos os lados. É impossível não fazer uma comparação - imagine lulistas e bolsonaristas trancados num espaço diminuto. Mas, das discussões e conflitos, nasce a solidariedade – e há até momentos de humor involuntário.


A câmera inquieta do diretor Mohamed Diab capta o interior das pessoas e o exterior de um país em convulsão num filme obrigatório.



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