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CINE PE: um balanço do festival e quem merece ganhar


Fantasma Neon: competição de curta-metragem


Foi minha primeira vez no Recife. Fiquei seis dias, vi todos os filmes (curtas e longas), do CINE PE, o festival de cinema mais badalado da capital pernambucana, e conheci um pouco da cidade. Consegui ir, depois de anos, à praia. Reencontrei queridos amigos de todo o Brasil, fiz novas amizades, conversei com atores e diretores e entrevistei dois artistas que eu amo, Bárbara Paz, que foi homenageada, e Silvero Pereira, que atua no interessante curta-metragem Fantama Neon.


Achei a seleção, feita pelos curadores Edu Fernandes e Nayara Reynaud, bastante eclética. Vimos filmes do Rio Grande do Sul ao Amazonas, da Paraíba a São Paulo, dirigidos por brancos, héteros, LGBTs e negros. Uma festa da diversidade!


A qualidade, porém, oscilou. Mas, entre altos e baixos, o saldo foi positivo, sobretudo pelo festival dar visibilidade a realizadores brasileiros, muitos deles em seu primeiro trabalho no cinema – e viva a lei Aldir Blanc!


Entre os curtas, destaco o melhor (na minha opinião) da seleção: Desejo e Necessidade, do paraibano Milso Roberto. Rodado em apenas três horas na feira de Campina Grande, o curta me pegou menos pelo roteiro e mais pela realização esfuziante, com cenas musicais, vários (e maravilhosos) planos-sequência e fotografia de cores pálidas. Gostei também de Benzedeira (do Pará) e de O Destino da Senhora da Adelaide, do mineiro Breno Alvarenga, que usa (bela) animação para mostrar as falhas de memória da personagem-título.


Exceto Vermelho Monet, muito longo e pretencioso, os outros cinco longas me agradaram, mesmo com suas falhas. Talvez o mais redondinho tenha sido Rama Pankararu, do carioca Pedro Sodré, que investe num híbrido de documentário e ficção para mostrar uma comunidade indígena do interior de Pernambuco. Com indígenas na plateia, a sessão foi a mais emocionante.


A abertura do CINE PE, na sexta, também foi comovente, com homenagem ao diretor Sérgio Rezende, e a exibição do curta A Vida Secreta de Delly, de Marlom Meirelles. Delly (ou Dell) é um catador de material reciclável que tem uma inacreditável história de superação. É pena que o filme não estava em competição – seria um dos meus preferidos. Listei abaixo todos os prêmios e quem, na minha opinião, merece ganhar. A cerimônia de entrega dos troféus ficou para 2023, mas a lista com os vencedores saem nesta sexta.


MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS


Melhor Filme – Contos de Amor e Crime

Melhor Diretora – Natali Assunção (Contos de Amor e Crime)

Melhor Roteiro – Último Dia

Melhor Fotografia – Último Dia

Melhor Montagem – Último Dia

Melhor Edição de Som – Mormaço

Melhor Direção de Arte – Última Dia

Melhor Trilha Sonora – Último Dia

Melhor Ator – Walmir Chagas (Último Dia)

Melhor Atriz – Kadydja Erlen (Contos de Amor e Crime)


MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS NACIONAIS


Melhor Filme – Desejo e Necessidade

Melhor Diretor – Milso Roberto (Desejo e Necessidade)

Melhor Roteiro - Fantasma Neon

Melhor Fotografia - Desejo e Necessidade

Melhor Montagem - Desejo e Necessidade

Melhor Edição de Som - Desejo e Necessidade

Melhor Direção de Arte – Fantasma Neon

Melhor Trilha Sonora – Desejo e Necessidade

Melhor Ator – Dennis Pinheiro (Fantasma Neon)

Melhor Atriz - Regina Albuquerque (Desejo e Necessidade)


MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS


Melhor Filme – Rama Pankararu

Melhor Diretor – Guto Pasko (Aldeia Natal)

Melhor Roteiro - Rama Pankararu

Melhor Fotografia – Vermelho Monet

Melhor Montagem - Gerais de Pedra

Melhor Edição de Som - Casa Izabel

Melhor Direção de Arte – Casa Izabel

Melhor Trilha Sonora - Casa Izabel

Melhor Ator Coadjuvante – Luís Melo (Casa Izabel)

Melhor Atriz Coadjuvante – Tássia Leite (Rama Pankararu)

Melhor Ator – Chico Diaz (Vermelho Monet) – por falta de opção

Melhor Atriz – Bia Pankararu (Rama Pankararu)


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