Céu Vermelho-Sangue: história de vampiros revisitada


Nadja e Elias: mãe e filho são surpreendidos a bordo de um avião (foto: divulgação)


Se não fosse pela crítica da minha amiga Isabela Boscov, que tem um excelente canal no YouTube, talvez eu passasse batido por Céu Vermelho-Sangue, disponível na Netflix. Isabela elogiou o filme alemão com algumas ressalvas e eu fui além: gostei muito! Chega a ser uma atualização na batida fórmula das "histórias de vampiros". Como disse Isabela, fica impossível fazer uma análise sem entregar um pouco da trama. Tentarei dar o mínimo de spoilers.


O início se dá na pista de um aeroporto na Escócia, onde militares tentam negociar com um suposto terrorista a liberação dos passageiros de um avião. Corta!


Nadja (Peri Baumeister) sofre de uma doença incurável e vai pegar um voo da Alemanha para os Estados Unidos para fazer um transplante de medula. O espertíssimo Elias (Carl Anton Koch), seu pequeno filho, a acompanha. Não demora muito para o avião ser dominado por terroristas e, descontrolada, Nadja é atingida por três balas. Mas ela estaria morta?


Como adiantei no início do post, trata-se de um "filme de vampiros", só que feito de uma forma criativa pelo diretor e roteirista alemão Peter Thorwarth. São duas horas tensas e eletrizantes, com cenas de arregalar os olhos. Selvageria e violência se unem em sequências que, em alguns momentos, me lembrou o terror sul-coreano Invasão Zumbi - só troque os mortos-vivos por um bando de sanguessugas.


Dois ou três detalhes fazem diferença: a edição milimetricamente executada, que não deixa "barrigas" na narrativa, a maquiagem estupenda e a presença carismática do garoto Carl Anton Koch. Com angústia, perplexidade e medo, seu personagem acaba sendo também um reflexo dos sentimentos do espectador.



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